quinta-feira, outubro 09, 2008

Olá,
Nossa! Muita coisa passando por minha mente nesse momento. Entretanto, não sei se estou emocionalmente racional o suficiente para arquitetar minhas idéias de modo inteligível.
Baseio-me aqui em fatos cotidianos, afinal, nada melhor que observar os pequenos detalhes da vida. Pensei em inúmeras formas de começar essa reflexão, ou melhor um desabafo sentimental.
O que está havendo com o mínimo sentimento de humanidade que deveria existir em nós. Sei que não somos iguais, ainda bem que há diferenças.
Mas não deveria haver um mínimo respeito mútuo?
Menciono repetidamente que o problema do mundo é a falta de bom senso.
Será que apesar de parecer tão irrelevante, esse princípio não seria o norte ausente nas relações sociais contemporâneas?
Lembremos que me referiro ao micro universo do dia-a-dia.
Ao observar certa ação, podemos ver que a repercussão desta pode alcançar barreiras inimagináveis. Faço uma pausa e sugiro aqui o filme A corrente do bem (Pay It Forward). Não falarei muito, para não estragar a surpresa, mas é uma lição muito bonita de se analisar.
Se decidíssemos fazer no nosso mundinho essa corrente? Um BOM DIA pode mudar o rumo do dia de alguém. Não precisamos ter a pretensão de um poder transformador infinito e imediato, temos muito a aprender com os orientais e sua paciência milenar.
Sugiro aqui coisas possíveis e teoricamente insignificantes, engraçado que são consideradas gentilezas, mas deveriam ser algo habitual. O estranho deveria ser a atitude distoante e não esperadamente gentil. Bem, voltemos as indicações:
- Dizer bom dia, boa tarde e boa noite para as pessoas na rua (motoristas de ônibus, vizinhos, porteiros, faxineiros, garis e quem mais passar por nós).
- No metrô, levantar-se sempre para idosos, gestantes, portadores de necessidades especiais e para quem julgarmos necessário.
- Observar o guarda-chuva e o caminho que percorremos com ele.
- Não jogar lixo no chão. Afinal, não fazemos isso em casa, por que então fazer na rua que é o espaço público, como um quintal coletivo? Imaginem a população do Rio de Janeiro jogando um papelzinho no chão todas ao mesmo momento...
- Pedir licença, acredito que deveríamos usar muito essa palavra.
- Agradecer sempre, segue o que foi mencionado acima.
- Evitar ao máximo apertar a buzina, se o trânsito está parado, não vai andar com o “poder” do barulho irritante e poluente.
- E tantas outras coisas que deveriam, espontaneamente surgir em nossas mentes, frente ao fato.
Ao ir enumerando esses pontos, pensei inúmeras vezes no que ouvi em uma reunião pública da doutrina espírita, temos que vibrar sempre que possível em um nível superior, para que essa seja a energia ao nosso redor.
Relutei em colocar qualquer orientação de cunho religioso, mas percebi que as várias religiões falam no respeito mútuo e acima de tudo no amor.

O Cristianismo, nos ensinamentos de Jesus Cristo: “João 15:12 Amai-vos uns aos outros, assim com eu vos amei”.

A Filosofia Budista: “O Budismo também prega o desenvolvimento do amor e bondade de modo que possamos expressar verdadeira amizade por todos os seres”. 1

Os Espíritas segue: “Em tratando das Leis Divinas, o espiritismo nos traz em uma mesma lei, a justiça, o amor e a caridade”. 2

O Alcorão, texto fundamental do Islamismo diz: “14. Aos homens foi abrilhantado o amor à concupiscência relacionada às mulheres, aos filhos, ao entesouramento do ouro e da prata, aos cavalos de raça, ao gado e às sementeiras. Tal é o gozo da vida terrena; porém, a bem-aventurança está ao lado de Deus”. 3
E tantas outras referências religiosas, filosóficas ou doutrinárias, monoteístas, politeístas e por aí segue.

Bem, vou parar por aqui, pois o sono chegou. E um pouco da minha angústia foi dissipada. Escrever é uma ótima terapia.

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