segunda-feira, agosto 13, 2001

Vinicius de Moraes
Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vao momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sobe a morte, angustia de quem vive
Quem sobe a solidao, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que nao seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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